Mini-Curso: Animais de Interesse Médico

 

Horas aula:                20 ou 40.                              

 

Professor: Paulo Sérgio Bernarde

 

Ementa: Principais animais de interesse médico: peçonhentos (serpentes, aranhas, escorpiões, lacraias, arraias, invertebrados marinhos, etc.), vetores (artrópodos, roedores, morcegos, etc.) e traumatogênicos (piranhas, tubarões, jacarés, etc.). Biologia básica, tipos e ação dos venenos, sintomas nas vítimas, tratamento, primeiros socorros e prevenção contra acidentes com animais peçonhentos.

 

Objetivo Geral: Ministrar informações sobre a biologia básica e circunstâncias dos acidentes com animais peçonhentos e traumatogênicos e aspectos epidemiológicos das transmissões de doenças por vetores.

 

Conteúdo Programático:

â Introdução e classificação dos animais de importância médica.

â Reconhecimento das serpentes, aranhas e escorpiões de interesse médico no Brasil.

â Acidentes ofídicos: Botrópico, crotálico, laquético, elapídico e colubrídeos opistóglifos - tipos de venenos e sintomatologia.

â Prevenção, primeiros socorros e tratamento das vítimas picadas por serpentes.

â Aranhas (Phoneutria, Loxosceles, Latrodectus, Lycosa e caranguejeiras) e escorpiões (Tityus): tipos dos venenos e sintomatologia.

â Prevenção, primeiros socorros e tratamento das vítimas picadas por aranhas e escorpiões.

â Animais peçonhentos aquáticos (arraias, invertebrados marinhos, etc.).

â Acidentes com abelhas e vespas: Sintomatologia, tratamento e primeiros socorros.

â Animais traumatogênicos (piranhas, tubarões, jacarés, etc.).

â Roedores e artrópodos transmissores de doenças: biologia básica, circunstâncias da transmissão, formas de combate aos vetores.

â A Raiva e os ciclos de transmissão: animais envolvidos, formas de prevenção e combate, primeiros socorros e tratamento.

â Aula prática em laboratório de observação de espécimes fixados de serpentes, peixes (arraias, bagres, piranhas, peixe-elétrico, etc.), morcegos, aranhas, escorpiões e lacraias.

 

APOSTILAS:

Animais Peçonhentos CLIQUE AQUI!

Morcegos e a Raiva CLIQUE AQUI!

 

 

Bibliografia:

Básica:

BARRAVIEIRA, B. (Ed.). 1999. Venenos. Aspectos clínicos e terapêuticos dos acidentes por animais peçonhentos. 1ª. Ed., Rio de Janeiro, EPUB.339-344.

CARDOSO et al. 2004. Animais peçonhentos, biologia, clínica e terapêutica dos acidentes. Sarvier Editora de Livros Médicos, São Paulo, SP.

COSTA, W. A. 1999. Profilaxia da raiva humana. Instituto Pasteur, São Paulo.

FUNASA. 1999. Manual de saneamento. Brasília: FUNASA - Ministério da Saúde.

HADDAD Jr., V. 2000. Atlas de animais aquáticos perigosos do Brasil: guia médico de identificação e tratamento. Editora Roca, São Paulo, SP.

SOERENSEN, B. 1990. Animais peçonhentos. Livraria Atheneu Editora, Rio de Janeiro, RJ/ São Paulo, SP.

 

Complementar:

ANDRADE, J. G.; PINTO, R. N. L.; ANDRADE, A. L. S.; MARTINELLI, C. M. T. & ZICKER, F. 1989. Estudo bacteriológico de abcessos causados por picadas de serpentes do gênero Bothrops. Rev. Inst. Med. Trop. São Paulo 31:363-367.

BERNARDE, P. S. 2002. Sucuris atacam seres humanos? Ad Litteram 1:16-23.

BREDT et al. 1996. Morcegos em áreas urbanas e rurais: manual de manejo e controle. Fundação Nacional de Saúde, Ministério da Saúde Pública, Brasília.

BOCHNER, R. & STRUCHINER, J. S. 2002. Acidentes por animais peçonhentos e sistemas nacionais de informação. Cadernos de Saúde Pública 18:735-746.

CAMPBELL, J. A. & LAMAR, W. W. 1989. The venomous reptiles of Latin America. Cornell Univ. Press, Ithaca, 425p.

PINTO, R. N. L.; JORGE-DA-SILVA JR., N. & AIRD, S. D. 1991. Human envenomation by the south american opystogliph Clelia clelia plumbea (Wied). Toxicon 29:1512-1516.

SANTOS, M. C. dos. 1994. Caracterização das atividades biológicas dos venenos das serpentes brasileiras. In: Herpetologia no Brasil 1. L. B. Nascimento, A. T. Bernardes & G. A. Cotta (eds.). PUC, Belo Horizonte, MG. pp.102-106.

SILVA, M. V. & BUONONATO, M. A. 1983/84. Relato clínico de envenenamento humano por Philodryas olfersii. Mem. Inst. Butantan 47/48:121-126.

SILVEIRA, P.V.P. & NISHIOKA, S. A. 1992. Non-venomous snake bite and snake bite whithout envenoming in a brazilian teaching hospital, analysis of 91 cases. Rev. Inst. Med. Trop. São Paulo 34:499-503.

TAKAOKA, N. Y. 1996. Considerações sobre a raiva humana transmitida por quirópteros no Estado de São Paulo. Boletim do Instituto Pasteur 1(2):59-61.

 

 

RECURSOS DISPONÍVEIS NA INTERNET:

 

 

SITES

INSTITUTO BUTANTAN

CENTRO DE ESTUDOS DE VENENOS E ANIMAIS PEÇONHENTOS

FUNED - FUNDAÇÃO EZEQUIEL DIAS

 

MANUAIS

 

Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais PeçonhentosPDF

 

Manual de Saneamento (Artrópodos e roedores)PDF

 

Apresentação de Projeto de Drenagem e Manejo Ambiental em Áreas Endêmicas de
Malária
PDF

 

Elaboração de Projeto de Melhoria Habitacional para o Controle da Doença de ChagasPDF

 

Poisonous Snakes of TexasPDF

 

 

ARTIGOS SOBRE OFIDISMO

 

ALBUQUERQUE, H. N.; COSTA, T. B. G. & CAVALCANTI, M. L. F. 2004. Estudo dos acidentes ofídicos provocados por serpentes do Gênero Bothrops notificados no Estado da Paraíba. Revista de Biologia e Ciências da Terra 5(1):PDF

 

Azevedo-Marques, Maria M.; Palmira Cupo & Sylvia Evelyn Hering. 2003. IV - ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS: Serpentes Peçonhentas. Revista Medicina - Ribeirão Preto 36:480-489.
 
PDF

Bochner, Rosany and Struchiner, Claudio José. 2003. Epidemiologia dos acidentes ofídicos nos últimos 100 anos no Brasil: uma revisão. Cad. Saúde Pública 19(1):07-16. PDF

 

Bochner, Rosany and Struchiner, Claudio José. 2004. Aspectos ambientais e sócio-econômicos relacionados à incidência de acidentes ofídicos no Estado do Rio de Janeiro de 1990 a 1996: uma análise exploratória. Cad. Saúde Pública 20(4):976-985.PDF

 

Borges, Célio Campos, Sadahiro, Megumi and Santos, Maria Cristina dos. 1999. Aspectos epidemiológicos e clínicos dos acidentes ofídicos ocorridos nos municípios do Estado do Amazonas. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. 32(6):637-646.PDF

 

Carvalho, Marcos André de and Nogueira, Flávia. 1998. Serpentes da área urbana de Cuiabá,
Mato Grosso: aspectos ecológicos e acidentes ofídicos associados. Cad. Saúde Pública 14(4):753-763.
PDF

 

Feitosa, Regina Fátima Gonçalves, Melo, Iva Maria Lima Araújo and Monteiro, Helena Serra Azul. 1997. Epidemiologia dos acidentes por serpentes peçonhentas no Estado do Ceará - Brasil. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. 30(4):295-301.PDF

 

Nascimento, Sebastião Pereira do. 2000. Aspectos epidemiológicos dos acidentes ofídicos ocorridos no Estado de Roraima, Brasil, entre 1992 e 1998. Cad. Saúde Pública 16(1):271-276. PDF

 

Nishioka, Sérgio de Andrade and Silveira, Paulo Vitor Portella. 1994. Philodryas patagoniensis bite and local envenoming. Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo36(3):279-281. PDF

 

Nishioka, Sérgio de A. et al. 2000. South American rattlesnake bite and soft-tissue infection: report of a case. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. 33(4):401-402.PDF

 

Ribeiro, Lindioneza Adriano, Jorge, Miguel Tanús and Iversson, Lygia Bush. 1995. Epidemiologia do acidente por serpentes peçonhentas: estudo de casos atendidos em 1988. Rev. Saúde Pública 29(5)380-388.PDF

 

Ribeiro, Lindioneza Adriano and Jorge, Miguel Tanús. 1997. Acidente por serpentes do gênero Bothrops: série de 3.139 casos. Rev. Soc. Bras. Med. Trop.30(6):475-480.PDF

 

Ribeiro, L. A. et al. 1998. Óbitos por serpentes peçonhentas no Estado de São Paulo: avaliação de 43 casos, 1988/93. Rev. Assoc. Med. Bras. 44(4):312-318. PDF

 

SANTOS-COSTA, Maria Cristina dos et al. 2000. Envenomation by the neotropical colubrid Boiruna maculata (Boulenger, 1896): a case report. Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo 42(5):283-286. PDF

 

 

ARTIGOS SOBRE ARTRÓPODOS PEÇONHENTOS

 

Barroso, Eduardo et al. 2001. Acidentes por centopéia notificados pelo "Centro de Informações Toxicológicas de Belém", num período de dois anos. Rev. Soc. Bras. Med.Trop. 34(6):527-530.PDF

 

BUCARETCHI, Fábio et al. 2000. A clinico-epidemiological study of bites by spiders of the genus Phoneutria. Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo 42(1):17-21.PDF

 

Cardoso, Alberto Eduardo Cox and Haddad Junior, Vidal. 2005. Acidentes por lepidópteros (larvas e adultos de mariposas): estudo dos aspectos epidemiológicos, clínicos e terapêuticos. An. Bras. Dermatol. 80(6):571-578. PDF

 

Corrêa et al. 2004. Erucismo por Lonomia spp. em Teresópolis, RJ, Brasil. Relato de um caso provável e revisão da literatura. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 37(5):418-421.PDF

 

Cupo, Palmira; Marisa M. de Azevedo-Marques & Sylvia Evelyn Hering. 2003. V - ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS: Escorpiões e Aranhas. Revista Medicina - Ribeirão Preto 36:490-497.PDF

 

Haddad Junior, Vidal, Cardoso, João Luiz Costa and Moraes, Roberto Henrique Pinto. 2005. Description of an injury in a human caused by a false tocandira (Dinoponera gigantea, Perty, 1833) with a revision on folkloric, pharmacological and clinical aspects of the giant ants of the genera Paraponera and Dinoponera (sub-family Ponerinae). Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo 47(4):235-238. PDF

 

MÁLAQUE, Ceila Maria Sant'Ana et al. 2002. Clinical and epidemiological features of definitive and presumed loxoscelism in São Paulo, Brazil. Rev. Inst. Med. trop. S.Paulo 44(3):139-143. PDF

 

Marques-da-Silva, Emanuel and Fischer, Marta Luciane. 2005. Distribuição das espécies do gênero Loxosceles Heinecken & Lowe, 1835 (Araneae; Sicariidae) no Estado do Paraná. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. 38(4):331-335.PDF

 

Marques-da-Silva, E. et al. 2006. Loxosceles spider bites in the state of Paraná, Brazil: 1993-2000. J. Venom. Anim. Toxins incl. Trop. Dis. 12(1):110-123. PDF

 

Rubio, Gisélia Burigo Guimarães. Vigilância epidemiológica da distribuição da lagarta Lonomia obliqua Walker, 1855, no Estado do Paraná, Brasil. PDF

 

Silva, Emanuel Marques. 2000. Loxoscelismo no Estado do Paraná: análise epidemiológica dos acidentes causados por Loxosceles Heinecken & Lowe, 1832, no período de 1993 a 2000.PDF

 

 

ARTIGOS SOBRE ANIMAIS AQUÁTICOS VENENOSOS E PEÇONHENTOS

 

Haddad Junior, Vidal. 2003. Animais aquáticos de importância médica no Brasil. Rev. Soc.Bras. Med. Trop., 36(5):591-597.PDF

Haddad Junior, Vidal et al. 2003. The venomous toadfish Thalassophryne nattereri (niquim or miquim): report of 43 injuries provoked in fishermen of Salinópolis (Pará State) and Aracaju (Sergipe State), Brazil. Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo 45(4):221-223.
PDF

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